Guia prático

Indemnização por lesão nos dedos ou mão em acidente de trabalho

Esta página foi criada para quem sofreu fratura, amputação, lesão nervosa ou limitação funcional na mão e quer perceber porque isso pode alterar a IPP e a estimativa.

Resposta rápida

Uma lesão nos dedos ou na mão pode dar direito a indemnização se causar baixa, perda funcional ou incapacidade permanente. O valor depende da gravidade da lesão, percentagem de IPP, salário, idade e impacto no trabalho habitual.

Pontos essenciais

  • Lesões nos dedos e mão podem ter impacto funcional muito diferente conforme o tipo de trabalho.
  • A mão dominante, a força de preensão e a mobilidade são fatores relevantes.
  • IPP, relatórios médicos e descrição das tarefas habituais ajudam a perceber o peso da lesão.
  • Se a proposta da seguradora não refletir a limitação real, faz sentido confirmar o caso.

Quando pedir análise

Peça análise se continua com dor, perda de força, limitação de movimento ou proposta da seguradora que pareça desvalorizar o impacto profissional da lesão.

Tipos de lesão que podem influenciar a compensação

Nem todas as lesões na mão têm o mesmo impacto. A gravidade clínica e o efeito funcional no trabalho habitual são centrais para perceber a estimativa.

  • Fratura.
  • Amputação.
  • Lesão tendinosa.
  • Lesão nervosa.
  • Perda de força de preensão.
  • Redução de mobilidade.
  • Dor persistente, cicatriz ou hipersensibilidade.

Porque estas lesões pesam tanto no trabalho habitual

A mesma lesão pode ter impacto muito diferente consoante a atividade profissional. Em profissões manuais, industriais, de condução, saúde ou mesmo escritório, a limitação da mão pode alterar tarefas essenciais do dia a dia.

  • Trabalho manual, construção e fábrica.
  • Condução e tarefas com ferramentas.
  • Saúde, cuidados e manipulação frequente.
  • Funções de escritório com limitação de escrita ou digitação.

O que reunir para comparar IPP e proposta

Quanto mais clara for a prova clínica e funcional, mais fácil será perceber se a proposta recebida faz sentido para a gravidade da lesão.

  • Relatório de urgência.
  • Radiografias, TAC ou outros exames.
  • Relatórios cirúrgicos e de fisioterapia.
  • Fotografias da lesão ou sequela.
  • Descrição das tarefas habituais no trabalho.

Quando o próximo passo é simular ou pedir análise

Se já sabe a IPP, o simulador ajuda a perceber o impacto inicial na estimativa. Se ainda não sabe a percentagem, a prioridade costuma ser organizar a documentação e perceber se a avaliação clínica reflete a limitação real.

Fontes e enquadramento

  • Lei n.º 98/2009 e respetivo enquadramento do acidente de trabalho.
  • Tabela Nacional de Incapacidades e prática de avaliação pericial.
  • Documentação do caso, proposta da seguradora e relatórios médicos disponíveis.

Última revisão editorial: 2026-05-14

Natureza do conteúdo: informação geral e orientação inicial para confirmar dados relevantes do caso.

Os conteúdos deste guia não substituem aconselhamento jurídico nem avaliação médica ou pericial do caso concreto.

Perguntas frequentes

Depende da limitação causada, da baixa, da incapacidade permanente e do impacto concreto no trabalho habitual.

Pode alterar a avaliação funcional do caso, sobretudo quando a limitação afeta tarefas essenciais do trabalho.

Convém guardar a documentação clínica e confirmar se a situação funcional real está a ser refletida.

Nem sempre. Pode haver componentes temporárias ou outros elementos relevantes antes da atribuição de IPP.

Se a proposta ou a percentagem não refletirem a limitação real, faz sentido confirmar o enquadramento do caso.

Próximos passos

Tem uma lesão na mão ou nos dedos e recebeu proposta da seguradora? Use o simulador se já conhece a IPP e peça análise se o impacto funcional parecer maior do que o refletido no processo.